Capitão Fantástico

Tô aqui pra falar de um daqueles filmes que as pessoas indicam e a gente demora um tempão pra ver mas depois que vê dá vontade de agarrar no pescoço da pessoa e dizer “como você não me obrigou a ver isso antes?“. Sabe do que eu tô falando né?

Capitão Fantástico nos faz rever conceitos básicos enraizados no nosso cotidiano, com os quais já somos um tanto quanto familiares ou negamos enxergar até o momento que não há saída.

O filme mostra dois lados de uma concepção de vida, aquilo que precisamos e aquilo que queremos, aquilo que a natureza pode nos dar e aquilo que queremos produzir, noções sobre religião, capitalismo, suas consequências e as consequências de viver contra essas ideias e ideais.

A história conta é sobre uma família adepta à vida na natureza, cujas crianças são educadas pelos pais, todos vivendo de seus frutos e caças, de sua filosofia de vida e concepção do que é necessário e bom para o ser. Mas, com o ocorrido de um imprevisto, todos têm que enfrentar a realidade social que predomina no mundo, a do capitalismo. Obviamente que confrontos com familiares e outros meios de educação estão presentes na história e traz não só a reflexão sobre um estilo de vida mas também sobre ritos de passagem presentes na sociedade que talvez não possuam um real fundamento que não os já impostos.

Me surpreendi em me identificar com tantos pensamentos e atitudes que as vezes fazem as pessoas olharem torto quando me expresso, mas também pude ver que a realidade desses pensamentos são muito mais profundas, há benefícios maiores, assim como consequências.

Se pudesse deixar a indicação do ano, seria esse filme!

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Jane the Virgin

Faz tempo que tô pra falar dessa série que ganhou my full heart! Não sei se foram as circunstâncias nas quais comecei a ver Jane ou se foi puramente a trama, mas a série é do tipo que da aquele ar de aconchego mesmo mexendo com os nossos nervos!

Quando tento explicar sobre o que se trata sempre uso o termo “novela latina em forma de série” (o que não deixa de ser já que é uma adaptação), porque realmente é tanta coisa num lugar só que eu nunca vi nada mais parecido!

Bom, então se você quer saber do que se trata “Jane the Virgin”, vamos conversar um pouco..

Jane (a diva Gina Rodriguez) é uma menina nos seus 20 e poucos anos, americana mas de origem latina, católica, louca por listas, muito sonhadora e um desses sonhos é ser escritora. A mãe de Jane, Xiomara,  descontraída e afim de curtir a vida, ficou grávida ainda muito novinha, o que foi um certo desapontamento pra sua abuela, católica fervorosa que ensinou Jane que o certo é se casar antes de “entregar sua flor”.

Com esse objetivo em mente, logo no início Jane fica noiva de seu namorado, o detetive Michael ( <3), buuut o que acontece é que numa visita à sua casual à sua ginecologista, Luisa acidentalmente insemina em Jane o esperma de seu irmão Rafael – antigo crush da Jane e dono do hotel em que ela trabalha – e que deveria se colocado em sua esposa Petra. Tá dando pra entender? Jane, a virgem, grávida.

Tem também a participação do Rogelio (Jaime Camil), um astro das telenovelas latinas que vai desempenhar uma papel muito importante na história! E como se não fosse o suficiente, rola aparição de gêmeo mal, assassinatos e investigação criminal.

Sei que uma parte de mim amou essa séria pela inclusão que ela promove. Jane não poderia ser mais gente como a gente. Não necessariamente dentro dos padrões de beleza hollywoodianos e de sangue latino – assim como grande parte do elenco – ela tá lá pra viver os dramas dos 20 e poucos anos, as confusões amorosas, os desafios de escrever e publicar um livro e a realidade do que é ser uma mãe, já que sua maternidade não é lá bem romantizada como vemos por aí..

Acho que o melhor mesmo é deixar que vocês tirem suas próprias conclusões! Mas garanto que Jane é a companheira perfeita pra uma maratona – de série!

Vinte e poucos?

21 anos acho que ainda é uma idade precoce pra se considerar parte do grupo dos “20 e poucos”, afinal, tá só começando. Mas não posso deixar de imaginar como as coisas serão daqui pra frente e como elas não foram.

Esses dias no almoço com minhas amigas (elas com quase 22) falávamos sobre como nos imaginávamos na casa dos 20 quando eramos adolescentes. “Alta, magra, independente, meio rica, festas e um pouco mais de independência”. Bem, não preciso nem falar que a maior parte de nós não tem nem emprego ainda e não passa de 1,60m, né?

As vezes me pego fazendo meus cálculos: “ainda tenho uns 4 anos pra conhecer uma galera como em Friends” ou “uns dois pra chegar no corpo que eu quero”. Quando me falam algo sobre meus 17 anos penso que foi ontem até me dar conta que quem tem 17 agora é uns 4 anos mais novo que eu!

Não me levem a mal, isso não é um tipo de crise da mini idade ou algo assim. É simplesmente maravilhoso ver a vida passando e as conquistas chegando. Mesmo que sejam diferentes das que eram esperadas.

Posso não ser amiga da Phoebe ou do Chandler, mas tenho amigos maravilhosos com quem compartilhar as ansiedades; com certeza não tenho a aparência que sonhei, mas, mais valioso que isso, aprendi que não existem aparências a serem menosprezadas.

Ter 20 e poucos é ir ao mercado comprar sua própria garrafa de vinho que você provavelmente tomará sozinha. Em uma noite. Na sua própria companhia. É estar feliz por poder pegar o carro e ir pra onde bem entender e ao mesmo tempo se sentir culpada por estar crescendo e deixando minha mãe em casa me vendo voar. É não conseguir guardar mais pra si as tantas opiniões que divergem de sua amada, porém confusa, família. É ver suas amigas ficando noivas, casando e até tendo filhos enquanto por dentro fico tão feliz de não estar amadurecida como achava que estaria nessa idade. É ver as pessoas meio desesperadas por fazer 30 anos sem nem entender o porquê, já que a energia e a loucura por viver é tanta que a gente quer mesmo é que venham os próximos anos! É desistir da maior parte das festas programadas por uma bela noitada de filmes que, não vão mentir, acabam sendo repetidos ou uma comedinha besteirol (afinal, toda a energia pra uma reflexão profunda ficou na faculdade durante semana).

Tenho 21 e escrevo sobre o que essa idade significa pra mim. Tão cheia de planos que não cabem em uma Gabriela só. É o tipo de texto que precisa-se guardar. Porque pelo que vejo por ai, minha opinião sobre esses 20 e poucos pode mudar bastante nos próximos seis ou sete anos…

Encerro esse post com um filme que, segundo uma amiga, é tão pisciano e que assisti há uma semana. Um filme que não poderia representar melhor a vontade de viver e o frio na barriga que dá botar a cara no mundo.

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“Então, pequena Amélie, os teus ossos não são feitos de vidro. Podes levar algumas pancadas da vida. Se deixares escapar esta oportunidade, eventualmente o teu coração vai ficar tão seco e quebradiço como o meu esqueleto. Então, vai apanhá-lo!”

Embrace

Sentir-se mal consigo mesma é uma das piores coisas que podem acontecer. Quando você está infeliz com sua imagem, de alguma maneira, isso começa a afetar todas as áreas da sua vida. Seus estudos, seus trabalhos, convívio com amigos e até família. Isso não deveria ser normal. Deixar de sair por se sentir feia ou pra não passar tentações com comidas, não ter concentração e se comparar com os outros não importa onde você esteja. Não é normal.

Queria acreditar que isso é um problema meu e apenas meu. Que pelo menos metade das pessoas que eu vejo por aqui não se sentem assim e que a causa é externa. Mas não é. Queria ver programas de tv com atrizes gordas. Queria ver atrizes gordas interpretando outro papel que não seja a gorda feia e escandalosa ou a triste gorda que quer perder peso e seria tão bonitinha se fosse mais magra. Queria me sentir mais representada. Sei que muitos que me conhecem (ou não) podem estar pensando que não há sentido em me sentir assim ou que outras pessoas têm motivos maiores para se sentirem deslocadas. Não é uma competição de quem se sente pior. A competição começou há muito tempo quando padrões se definiam e renovavam, quando escolheram um tipo pra por nas capas de revista, quando marcas fizeram suas roupas com tamanhos limitados e quando foi imposto que mulher tem que ser linda, alta, no mínimo magra, sempre de bom humor, sempre afim de satisfazer os outros – homens- e nunca, mas nunca, envelhecerem. Ah e claro, quando foi imposto que mulheres têm que odiar umas as outras, xingarem seus cabelos e sua falta ou seu excesso de bunda.

Já cansei de tanta matéria e tanto foco num assunto tão superficial. Beleza? E um único padrão de beleza? Enquanto podíamos estar falando sobre meio ambiente, cultura e igualdade social? Já me cansei de aconselhar todas as mulheres que eu conheço dizendo que elas devem se amar, que não há razões para que o contrário aconteça e depois chegar em casa e continuar a me sentir mal, a me comparar e procurar falhas pra modificar. Cansada de pessoa me falando “seu tipo físico é tão bonito você ficaria linda se perdesse uns quilinhos aqui outros ali”. Cansada de achar exemplos de pessoas que não seguem o padrão e são felizes como são e no fim descobrir que elas estão na mesma, que estão lutando contra elas mesmas também. E quando estou definida a me amar, tem sempre alguém reclamando do seu próprio corpo, me contagiando a não gostar do meu, se ela que é tão bonita não gosta do dela porque eu deveria gostar do meu? Cansei de decidir me aceitar até o momento que ponho os pés na rua e me comparo com a primeira pessoa que vejo. Ou me sentir julgada pelos primeiros olhares que nos julgam sem ao menos tentar disfarçar. Se bem que nesse caso talvez nem um disfarce salvasse.

Será que todas essas pessoas que julgam aparência se sentem completamente confiantes com a sua? Não que eu ache que ela não devam se sentir, mas deve haver um motivo pra tanta dedicação em julgar os outros, suas aparências, seus jeitos, suas opiniões. Uma mulher se sentir bem com seu corpo, seu cabelo, seu rosto, seus braços, pés e alma não deveria ser motivo pra uma reportagem tão especial, deveria ser o que vemos todos os dias. Deveria ser o que a gente incentiva todos os dias.

Seria maravilhoso se após um texto-desabafo eu acordasse me sentindo bem, me sentindo plena. Mas eu sei que amanhã vou acordar com as mesmas inseguranças, provavelmente no dia seguinte também. Porque não basta a minha iniciativa de me aceitar. É preciso mais respeito.

Se baixa autoestima é contagiosa, elevada autoestima também é. Se ame antes de amar aos outros. Admire todos em vez de julgá-los. Quero ver o impacto que um grupo de pessoas unidas, se admirando, respeitando e amando pode ter na sociedade.

Gostaria de dizer que esse texto foi inspirado no documentário Embrace, que não fez com que eu me aceitasse de uma hora pra outra, mas me mostrou o caminho ♥

Um passo

No momento estou literalmente me sentindo com a necessidade de dar um passo. Pra frente. Sozinha.

Pode ser a ansiedade ou o carinho imenso que sinto pelas pessoas, mas mesmo com todo o espírito independente que aflora dentro de mim, por fora é como se não soubesse me equilibrar sozinha, sem uma mãozinha especial.

Hoje o dia será longo, será novo. Terei experiências que não tenho há anos e as farei sozinha. Pode parecer bobo, insignificante, mas estou me sentindo como uma criança tentando manter o equilíbrio ao andar sozinha pelas primeiras vezes, tá difícil, mas a esperança é que ao final do dia tudo se equilibre.

No começo a sensação de frio na barriga era boa, de coisa nova, uma nova coisa boa. Mas quanto mais perto chegamos de nossos desafios, mais o coração aperta e a barriga da um nó.

Independência é pré-requisito pra tudo. Não quero dizer que não possamos pedir ajuda ou nos apoiarmos um pouquinho nos outros, mas a questão é que até pra mergulhar num relacionamento você tem que estar contigo, segura, confiante. E o que é melhor para testar e aprimorar nossa auto confiança do que um pouquinho de independência?

Independência pra estarmos prontos e sentirmos novos ares. Pra encarar os velhos de cabeça erguida e mesmo pra continuar a rotina com um mínimo de estabilidade espiritual.

Entre as flores e os florais, eu sigo a vida, me equilibrando, sabendo que preciso de calma, respiração e boa energia pra seguir hoje, amanhã, esse mês e os próximos anos.

Inspirar e expirar.

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15 razões para amar nossa Pheebs

Não é novidade que Phoebe Buffay é uma das personagens que mais provoca emoções nos telespectadores desde os anos 90. Entre amores e ódios é bem possível que a causa de tantos sentimentos seja simplesmente a identificação (consciente ou não) que geramos em relação a Pheebs. E é justamente essa identificação que não só a torna gente como a gente, mas também que nos conquista mais e mais a cada episódio.

Então lá vai uma listinha de  motivos para amar/ser Phoebe Buffay:

Honestidade

“Pheebs, wanna help?”

 

O dom da atuação

 

Se importa com os outros

 

Tem objetivos

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Sabe manter o autocontrole

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Mas também sabe quando perdê-lo

 

Tem filosofias

 

É romântica 

 

Sabe se divertir

 

É feminista

 

É uma artista

 

Sabe seduzir

 

Está sempre preparada

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Mas sabe que às vezes é preciso relaxar

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Possui um alter ego

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Pheebs é ou não é a melhor pessoa?

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Meus 21 anitos!

Não há melhor jeito de encerrar março do que falando sobre a razão dele ser um mês tão queridinho!

No último dia 18 completei 21 anos, e se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é de fazer aniversário!

Sou uma pisciana de mão cheia e não importa o quanto eu fale “esse não não vai ter festa”, quando vejo, to entuxando todo mundo aqui no quintal de casa! Esse ano não foi diferente, antes de falar um pouquinho da maravilha de completar 21 felizes anos, vou compartilhar um pouquinho de como foi essa reuniãozinha que se tornou uma das melhores que já tive!

Acabei que quis fazer alguma coisa porque meus amigos da faculdade, cada um de uma cidade, toparam vir pra minha. Juntei meus amigos de escola e os amigos que ganhei graças ao Pedro e à vida e foi uma noite de muita dança e risadas. Claro que muitos desses amigos tiveram que dormir em casa, entre colchões infláveis e sofás, a coisa mais gostosa foi ver todo mundo reunido na mesa de café da manhã batendo aquele papinho bom regado à café ❤

Não tinha tanta grana sobrando, minha mãe, boa decoradora que é, me ajudou com as arrumações e nós mesmas que acabamos fazendo muitas coisas de comidinha e afins. Ficou tudo simples e feito com carinho, como o planejado!

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Há uma semana tava afogando as magoas no vinho por meu aniversário ter chegado e passado tão rápido, precisa-se estudar pessoas que gostam tanto de ficar mais velhas como eu! Mas confesso que o pós-festa deu um trabalhão tão grande que rola até um certo alívio de já ter passado!

Quando eu era mais nova, ter mais de 20 anos era uma ideia quase surreal, nem me aguentava pra saber como seria a Gabriela supostamente mais madura. Dei meu primeiro passo pros 20 e poucos anos e, com imensa alegria, posso dizer que gosto do caminho que estou seguindo. Cresci imensamente em diversos termos. Valorizei mais os que me cercam, afinal, aos poucos a gente vai aprendendo a não fazer as coisas pra agradar os outros e o que gostam da gente vão ficando. Não tenho a forma física que queria e mal comecei minha viagem pelo mundo, porém, logo logo me formarei como psicóloga e dois mesezisnhos sem comer carne já se foram! Os anos passam e a gente se ajeita. Pode ser super clichê, mas o que eu aprendi e que me faz ser feliz como hoje é assumir quem eu sou, respeitar e gostar de mim. Tenho sido uma bela companheira pra mim mesma nesses últimos anos.

Ser nossa própria companhia é o que desejo para todos!