Vinte e poucos?

21 anos acho que ainda é uma idade precoce pra se considerar parte do grupo dos “20 e poucos”, afinal, tá só começando. Mas não posso deixar de imaginar como as coisas serão daqui pra frente e como elas não foram.

Esses dias no almoço com minhas amigas (elas com quase 22) falávamos sobre como nos imaginávamos na casa dos 20 quando eramos adolescentes. “Alta, magra, independente, meio rica, festas e um pouco mais de independência”. Bem, não preciso nem falar que a maior parte de nós não tem nem emprego ainda e não passa de 1,60m, né?

As vezes me pego fazendo meus cálculos: “ainda tenho uns 4 anos pra conhecer uma galera como em Friends” ou “uns dois pra chegar no corpo que eu quero”. Quando me falam algo sobre meus 17 anos penso que foi ontem até me dar conta que quem tem 17 agora é uns 4 anos mais novo que eu!

Não me levem a mal, isso não é um tipo de crise da mini idade ou algo assim. É simplesmente maravilhoso ver a vida passando e as conquistas chegando. Mesmo que sejam diferentes das que eram esperadas.

Posso não ser amiga da Phoebe ou do Chandler, mas tenho amigos maravilhosos com quem compartilhar as ansiedades; com certeza não tenho a aparência que sonhei, mas, mais valioso que isso, aprendi que não existem aparências a serem menosprezadas.

Ter 20 e poucos é ir ao mercado comprar sua própria garrafa de vinho que você provavelmente tomará sozinha. Em uma noite. Na sua própria companhia. É estar feliz por poder pegar o carro e ir pra onde bem entender e ao mesmo tempo se sentir culpada por estar crescendo e deixando minha mãe em casa me vendo voar. É não conseguir guardar mais pra si as tantas opiniões que divergem de sua amada, porém confusa, família. É ver suas amigas ficando noivas, casando e até tendo filhos enquanto por dentro fico tão feliz de não estar amadurecida como achava que estaria nessa idade. É ver as pessoas meio desesperadas por fazer 30 anos sem nem entender o porquê, já que a energia e a loucura por viver é tanta que a gente quer mesmo é que venham os próximos anos! É desistir da maior parte das festas programadas por uma bela noitada de filmes que, não vão mentir, acabam sendo repetidos ou uma comedinha besteirol (afinal, toda a energia pra uma reflexão profunda ficou na faculdade durante semana).

Tenho 21 e escrevo sobre o que essa idade significa pra mim. Tão cheia de planos que não cabem em uma Gabriela só. É o tipo de texto que precisa-se guardar. Porque pelo que vejo por ai, minha opinião sobre esses 20 e poucos pode mudar bastante nos próximos seis ou sete anos…

Encerro esse post com um filme que, segundo uma amiga, é tão pisciano e que assisti há uma semana. Um filme que não poderia representar melhor a vontade de viver e o frio na barriga que dá botar a cara no mundo.

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“Então, pequena Amélie, os teus ossos não são feitos de vidro. Podes levar algumas pancadas da vida. Se deixares escapar esta oportunidade, eventualmente o teu coração vai ficar tão seco e quebradiço como o meu esqueleto. Então, vai apanhá-lo!”

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